terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

RETROSPECTIVA 2015



               Completamos mais um ano de atividades levando em frente as propostas e diretrizes que foram definidas no planejamento dos trabalhos pela nossa entidade, cujo principal objetivo é a garantia dos direitos humanos e sua aplicabilidade no desenvolvimento das políticas públicas. Nossa participação nesta construção foi, principalmente, o acompanhamento dos Conselhos de Direitos nos quais estivemos presentes como titulares e/ou suplentes em vários deles.

              Temos titularidade no Conselho da Mulher, da Pessoa com Deficiência, da Assistência Social e da Defesa dos Animais, como suplente nos Conselhos: da Criança e do Adolescente, da Assistência Social, da Mulher, da Pessoa com Deficiência e da Defesa dos Animais.
Nesta perspectiva tivemos que solicitar ao Ministério Público providências, em relação aos Conselhos de Direito: do Meio Ambiente, da Mulher e de Urbanismo, estes todos resultaram em abertura de Inquéritos Civis e no caso do Conselho da Mulher: Ação Civil Pública, sendo esta já transitada e julgada a favor da sociedade, os outros estão, ainda, em andamento.
Outras providências foram encaminhadas em parceria com entidades que atuam no mesmo campo dos Direitos Humanos e do Meio Ambiente.
Participamos do Plano Diretor da nossa cidade, da Audiência Pública do Plano Decenal da Educação e das Conferências Municipais e Estaduais da Assistência Social, da Criança e do Adolescente e da Pessoa com Deficiência, deste último fomos indicados para a Conferência Nacional e, também, para a Conferência Nacional de Direitos Humanos, onde vários conselhos farão parte.
Organizamos campanhas de esclarecimento em relação aos Direitos da Criança do Adolescente, da Mulher e da Pessoa com Deficiência e em comemoração do aniversário da entidade promovemos um evento direcionado a importância da presença da mulher na política. “Paradoxos da Participação Política da Mulher Valinhense”
Nossa entidade foi homenageada pela Câmara Municipal de Valinhos, pelos trabalhos que vem realizando no campo dos Direitos Humanos voltados, principalmente, à mulher, a criança e ao adolescente.

 
              O Comitê Doroty Stang realiza agora ato inter-religioso em memória dos 10 anos do martírio da missionária Dorothy Stang, brutalmente assassinada em 12 de Fevere...iro de 2005. O ato acontece em Belém, na Praça Mártires de Abril, em São Braz.
A ministra Ideli Salvatti encaminhou nota que foi lida durante a celebração.

“Queridos amigos e amigas,
Mais uma vez somos convidados à reflexão. Dez anos sem Dorothy Stang são dez anos sem uma mulher valorosa, que durante muitos anos esteve ao lado dos povos da floresta. Acordando e almoçando com eles, mesmo nos momentos mais difíceis. Uma mulher desprendida, que saiu de seu país de origem para emprestar sua solidariedade a nós, brasileiros. Por isso, em nome da presidenta Dilma Rousseff, quero agradecer a todos os familiares e amigos de Dorothy.

E mais.
Em sua vida missionária, Dorothy fez muito pelos mais pobres. Uma de suas obras, que será lembrada para sempre, é a escola de formação de professores de Anapu. O conhecimento sempre foi um poderoso alicerce para a libertação de um povo, e esta foi mais uma das razões para a perseguição que sofreu.
Mesmo diante das ameaças mais graves, ela se mantinha firme: “Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar”.
Mas a luta de Dorothy não foi em vão. Sua firme postura diante dos agressores deu grande visibilidade às causas que defendia. O mundo inteiro soube quem era Dorothy, quem eram as pessoas que ela defendia e quem são os criminosos que operam na região.
O trabalho da missionária gerou frutos. Hoje, as irmãs Jane e Kátia, também americanas, continuam a luta de Dorothy Stang. Chegaremos ao final dessa batalha apenas quando a justiça for feita: quando os povos da floresta forem respeitados e quando todos os envolvidos na morte de Dorothy forem punidos pelas autoridades competentes.
Hoje, aqui na Praça dos Mártires, vocês são também um pouco Dorothy Stang. Rezo para que possamos manter acesa a chama da justiça, da liberdade e da solidariedade, como Dorothy nos ensinou”

- Ministra Ideli Salvatti, ministra dos Direitos Humanos




Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus. Como participantes da Sociedade, devemos levar os valores e compromissos, que ajudem a construir uma sociedade justa, fraterna e de paz.

Objetivos Específicos
o   Compreender a situação atual da relação entre a Igreja e a sociedade.
o   Discernir as questões que desafiam a evangelização no serviço eclesial à sociedade.
o   Fazer memória do caminho percorrido pela Igreja em diálogo e colaboração com a sociedade, a serviço da vida e do bem do povo brasileiro.
o   Aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação e da cultura da paz, em espírito ecumênico e de diálogo inter-religioso.
o   Incentivar as pessoas e as comunidades a exercerem seu protagonismo no contexto social em que vivem.
o   Atuar profeticamente, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para o desenvolvimento integral da pessoa e para a construção de uma sociedade justa e solidária.
o   Identificar os fatores que constroem a paz e o bem comum, para superar as relações desumanas e violentas.
 
LUGAR DE MULHER É NA POLÍTICA

 

 

BRASÍLIA - Em sessão solene do Congresso Nacional, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta quarta-feira a campanha "Mulher na Política", com o intuito de incentivar a maior participação feminina nos espaços de poder. O presidente da Corte, ministro Marco Aurélio Mello, destacou que, apesar da legislação eleitoral estabelecer uma cota mínima de 30% de participação feminina nas candidaturas, esse percentual não é cumprido pelos partidos que, segundo o ministro, não oferecem as condições adequadas para que as mulheres enfrentem as urnas.
Não podemos ficar na ótica de que temos um Brasil de faz de conta. A partir do momento em que os partidos não observam o previsto na legislação, cabe ao Ministério Público interferir. Hoje, os partidos políticos escolhem verdadeiras laranjas, apenas para constar que estão atendendo à lei, mas não oferecem as condições de fato para isso. Poderíamos ter na lei uma sanção para quem não cumpri-la de fato. É uma falha da lei não ter essa previsão — afirmou Marco Aurélio.
 
Atualmente, o Brasil ocupa o 156º lugar num ranking de 188 nações sobre a igualdade de gêneros nos parlamentos. Segundo dados apresentados pelo ministro, menos de 10% das prefeituras são dirigidas por mulheres; nas câmaras de vereadores, essa percentagem sobe um pouco, mas não ultrapassa os 12%; nas assembleias dos Estados, a percentagem está em cerca de 10%; apenas dois estados são governados por mulheres, o que fica em torno de 7%; na Câmara dos Deputados, considerados os 513 integrantes, há 46 deputadas uma percentagem de 8%; no Senado, há um percentual maior, de 12%: são 10 senadoras entre os 81 membros da Casa.
              Há um princípio maior implícito na Constituição Federal que sinaliza a necessidade de adotar-se uma ótica voltada ao tratamento igualitário. É fato notório que a população brasileira é constituída em maior número pelas mulheres, mas o que temos em termos de participação feminina na política? Nós temos a minimização dessa participação. Qual é a posição do Brasil no ranking mundial da participação feminina na política? Nós estamos no 156º lugar. É algo que gera perplexidade e, diria mesmo, nos envergonha a todos os brasileiros — afirmou Marco Aurélio.
             
A política não pode ser um reduto em que homens sejam eternamente maioria. A pouca representatividade da mulher na política é motivo de preocupação e profundas reflexões. Apesar de termos uma mulher na Presidência da República, ocupamos um ranking ruim e ainda temos um longo caminho a percorrer em questões de gênero. É preciso mudar a prática dos partidos, não basta indicar mulheres, mas garantir condições para que elas de fato participem. O que puder ser feito do ponto de vista pedagógico para que a lei seja cumprida, inclusive com punição, deve ser feito — afirmou Renan.

Pela legislação eleitoral, os partidos devem preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. Há ainda determinação de repasse de no mínimo 5% dos recursos do fundo partidário para criação de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres. A lei prevê também que pelo menos 10% do tempo de propaganda partidária gratuita seja destinado às mulheres.
 
 
HOMENAGEM NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER  - CÂMARA DE VALINHOS
 
 
 
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
“PARADOXOS DA PARTICIPAÇÃO POLÍTICA DA MULHER VALINHENSE”
 
Acreditamos na força das mulheres e na necessidade de sua participação na vida política já que elas vêm transformando a sociedade
É chegada a hora, pois, de discutirmos a participação direta desse enorme contingente (mais de 50%) agentes de transformação na vida política
Essa participação da mulher tem que acontecer
É preciso um movimento que proponha igualdade de oportunidades, inclusão e não
discriminação, fazendo a diferença e imprimindo a marca feminina nas ações.
Temos que nos unir e nos movimentar em torno do ideal de uma sociedade mais justa
porque:
 
 
“MULHERES EM MOVIMENTO MUDAM O MUNDO”.
 
  ALIENAÇÃO PARENTAL
 

 
 
A alienação parental acontece quando um dos responsáveis tenta de forma abusiva destruir ou impedir a relação da criança e do adolescente com o outro genitor e/ou sua família. É um abuso moral e fere o direito fundamental da convivência familiar. Quem pratica alienação parental pode até perder a guarda do seu filho. Caso seja vítima, procure o Conselho Tutelar da sua cidade e denuncie. Conheça a lei:
[...]
“Art. 2o  Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este. 
Parágrafo único.  São formas exemplificativas de alienação parental, além dos atos assim declarados pelo juiz ou constatados por perícia, praticados diretamente ou com auxílio de terceiros:  

I - realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade; 
II - dificultar o exercício da autoridade parental; 
III - dificultar contato de criança ou adolescente com genitor; 
IV - dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar; 
V - omitir deliberadamente a genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço; 
VI - apresentar falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente; 
VII - mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando a dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com avós. “
 
PARECER SOBRE A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL


PARECER DO CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA CONTRA A APROVAÇÃO DA PEC 33/2012, QUE PROPÕE A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL.
 
"O Conselho Federal de Psicologia se posiciona de forma contrária à redução da maioridade penal e elenca alguns argumentos para reafirmar seu posicionamento:
Não há dados que comprovem que o rebaixamento da idade penal reduz os índices de criminalidade juvenil. Cabe ressaltar que nos países onde a maioridade é inferior a 18 anos não houve redução da prática de atos infracionais.

Estudos no campo da criminologia, das ciências sociais e da psicologia demonstram que não há relação direta de causalidade entre a adoção de soluções punitivas e repressivas e a diminuição dos índices de violência.
A busca impetuosa de um “bode expiatório” para os fracassos sociais são o sustentáculo dos argumentos de defesa da redução da idade penal. Instala-se um
circulo vicioso de violação de direitos no qual a omissão do Estado (governo e sociedade civil) e as verdadeiras causas permanecem ignoradas.

Experiências exitosas indicam que são as políticas sociais, e não a repressão desmedida, que têm o potencial para diminuir o envolvimento dos adolescentes com a violência.
O ECA não propõe impunidade, mas a responsabilização do adolescente que comete ato infracional com aplicação de medidas socioeducativas. A violência não é solucionada pela culpabilização e pela punição, antes pela ação nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas que a produzem.
Dessa forma, a PEC vai contra os avanços da Convenção Internacional dos Direitos da Criança e do Adolescente da qual o Brasil é signatário. Ademais, acredita-se que as causas da violência e da desigualdade social não se resolverão com adoção de leis penais severas.

Abrir a porta da prisão a jovens, menores de 18 anos, é fechar a porta não somente para o seu próprio desenvolvimento, mas também para o desenvolvimento do país. Atacar o indivíduo, desconsiderando as causas da violência e da criminalidade, é a resposta irracional a um apelo da sociedade de caráter mais amplo, por justiça social, mas reiteradamente traduzido pela grande
mídia como uma demanda pela redução da maioridade penal.
Diante do exposto, o Conselho Federal de Psicologia reitera o seu posicionamento,
defendido dede 2007, em consonância com as deliberações do VI Congresso Nacional de Psicologia, contrário a redução da maioridade penal, posto que a aprovação da PEC não irá reduzir a violência, nem suas causas, servindo apenas para desviar a atenção do problema real, que só poderá ser sanado por meio de políticas sociais efetivas.
Brasília, 27 de março de 2015.

Mariza Monteiro Borges
Conselheira Presidente
 
A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF) e a Associação dos Juízes pela Democracia (AJD). São apenas algumas das organizações que se posicionam contra a redução da maioridade penal.
Leia mais no blog Negro Belchior: http://bit.ly/1OPUoSf
 
 
18 de maio - Dia Nacional de Luta Contra o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
 
 
 
Proteja nossas crianças e adolescentes”. Com esse lema a SDH dá início à Campanha do 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A intenção da mobilização é estimular e encorajar as pessoas a denunciarem e revelarem situações em que a violência sexual está presente.
Confira a programação e as peças da Campanha: http://bit.ly/1DWhw8q
 
 
“Tem coisas que não dá para fingir que não vê
“Violência sexual contra crianças e adolescentes é crime”
“Denuncie”
 
NÃO AO TRABALHO INFANTIL
 
 
Segundo o Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador, “trabalho infantil refere-se às atividades econômicas e/ou atividades de sobrevivência, com ou sem finalidade de lucro, remuneradas ou não, realizadas por crianças ou adolescentes em idade inferior a 16 anos, ressalvada a condição de aprendiz a partir dos 14 anos, independentemente da sua condição ocupacional". Considera-se trabalho infantil, também, o trabalho noturno, perigoso ou insalubre praticado por adolescentes menores de 18 anos.
O MTE combate, por meio da inspeção do trabalho, toda e qualquer forma de trabalho infantil, retirando as crianças do trabalho e facilitando-lhes o acesso à escola. A fiscalização atua em parceria com organizações governamentais e não-governamentais
VOTOS DE LOUVOR E RECONHECIMENTO, PELOS TRABALHOS REALIZADOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES FOCADA NA GARANTIA DOS DIIREITOS HUMANOS
 
 
FOTOS DE ATIVIDADES E PARTICIPAÇÕES EM CONFERÊNCIAS E CONSELHOS DE DIIRETO
 
 
Conselho da Mulher
 
 
 
 
 
 
 


 
 
4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres - 4ª CNPM, feita pelo Decreto Presidencial de 30 de março de 2015, publicado no Diário Oficial da União, edição número 61, Seção 1, página 2, de 31/03/2015, e que para dar cumprimento ao disposto no seu artigo 1°, a 4ª CNPM terá como tema: "Mais direitos, participação e poder para as mulheres"
 

 4ª Conferência  
 





 
 Grupo de trabalho da Conferência Municipal da Criança e do Adolescente 
 
 
 
HOMENAGEM AO CENTRO DE CIDADANIA, DEFESA DOS DIRIETOS HUMANOS E DESENVOLVIMENTO SOCIAL “DOROTHY STANG” PELOS TRABALHOS DA SEMANA DA MULHER VALINHENSE
 
 
 
 
 
 
 
CONFERÊNCIA ESTADUAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

 

03 de dezembro dia Internacional da Pessoa com Deficiência

 
 
Um dia de festa, um dia de renovação. Obrigado ACESA e APAE em nome do CMPCD pelo excelente trabalho que vocês desenvolvem. O conselho tem orgulho de vocês e espera poder continuar contando com a participação de todos, desejamos aos usuários parabéns pelo dia 03 de dezembro dia Internacional da Pessoa com Deficiência.
 

 CONSTITUIÇÃO DO NUCLEO DOS OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - ODS

 

 

 


 

segunda-feira, 2 de março de 2015

CNBB e OAB divulgam Manifesto em Defesa da Democracia e defendem reforma política

 

          Tendo em vista a crise política e institucional vivida atualmente no Brasil e agravada por graves denúncias de corrupção, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançam nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, o Manifesto em Defesa da Democracia. Na cerimônia, em Brasília, os presidentes das respectivas entidades – o arcebispo de Aparecida (São Paulo), cardeal Raymundo Damasceno Assis, e o advogado Marcus Vinicius Furtado Coêlho – apresentam o posicionamento das instituições em favor do regime Democrático
 
Movimentos se mobilizam em torno do Projeto de Iniciativa Popular
 pela reforma política.
 
        A iniciativa da CNBB e da OAB em divulgar o manifesto foi motivada pelas "graves dificuldades político-sociais” que ocorrem atualmente no Brasil. O texto pretende reafirmar à população brasileira a importância da ordem constitucional e a normalidade democrática.
       Os presidentes das entidades também chamam atenção para os vícios que geram crises nas instituições da democracia, como o financiamento empresarial das campanhas políticas. Neste sentido, o manifesto defende a urgente Reforma Política Democrática para corrigir tais distorções que ameaçam a democracia e cerceiam a participação efetiva do povo nas decisões importantes para o futuro do país.
 
 
Sobre o Projeto
        A Coalizão, formada por quase 100 entidades, entre elas a CNBB, a OAB e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), pretende coletar mais de 1,5 milhão de assinaturas para que seja apresentado ao Congresso Nacional um Projeto de Lei de Iniciativa Popular.
        A proposta, assim como o PL 6316 – que foi arquivado pela Câmara – altera o financiamento eleitoral, de forma que seja exclusivamente público e de pessoas físicas, afastando assim a influência do poder econômico sobre as candidaturas.
        Também é sugerida uma mudança no sistema eleitoral. A eleição para os cargos legislativos seria feita em dois turnos. No primeiro, o eleitor escolheria o programa apresentado pelos partidos políticos. O segundo turno seria o momento em que os eleitores escolheriam os candidatos que colocariam em prática as propostas do primeiro turno.
        Outras sugestões da Coalizão com o projeto de reforma política democrática é ampliar e fortalecer a participação da mulher e de grupos sub-representados na política e a regulamentação do artigo 14 da Constituição Federal, que trata das ferramentas de participação popular, como Projeto de Lei de Iniciativa Popular, Plebiscito e Referendo. O objetivo é a coexistência da democracia representativa com a democracia participativa.
 
Posicionamento
        No Plano de Mobilização da Coalizão irá constar o posicionamento contrário ao Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 352/2013. Resultado de um Grupo de Trabalho destinado a estudar e apresentar no Congresso Nacional propostas referentes à reforma política e à consulta popular sobre o tema, o projeto prevê a "autonomia de organização partidária”. Na hipótese, os partidos escolheriam o modo de financiamento eleitoral: exclusivamente com recursos públicos, exclusivamente com recursos privados ou por uma combinação das duas fontes.
        O financiamento com doações de pessoas jurídicas, defendido pela PEC e por outros projetos em análise na Câmara dos Deputados, foi condenado pelo bispo auxiliar de Belo Horizonte (Estado de Minas Gerais) e representante da CNBB na executiva da Coalizão. "É a porta mais larga para a corrupção. Uma empresa que doa milhões para eleger alguns candidatos não faz isso gratuitamente”, afirmou o bispo.
 
 
 
 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

CNBB e OAB apresentam Manifesto em defesa da Democracia


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançaram ontem, 25, o Manifesto em Defesa da Democracia. A cerimônia aconteceu na sede da CNBB, em Brasília, com a presença dos presidentes das respectivas entidades – o arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, e o advogado Marcus Vinicius Furtado Coêlho. Participaram do lançamento autoridades civis e políticas, sacerdotes, religiosos e representantes de entidades e organismos.

O Manifesto é uma iniciativa da Rede de instituições que compõem a Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, para a mobilização em torno do Projeto de Lei de Iniciativa Popular e da defesa do Projeto de Lei (PL) 6316/2013, em tramitação na Câmara dos Deputados.

A leitura do Manifesto foi realizada pelo presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis.  “Ao lançar este manifesto, fazemos votos de que o Congresso Nacional, enquanto representante da vontade do povo brasileiro, possa levar a bom termo a esperada reforma política, para o bem do nosso país”, disse dom Damasceno. Confira a íntegra do texto:
 
 
 
MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA
 
Considerando as graves dificuldades político-sociais que afligem atualmente o País, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB –  e a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB – se veem no dever de vir a público expressar –  a exemplo do que já fizeram em ocasiões semelhantes anteriores – a convicção de que acima das divergências políticas, naturais numa República, estão a ordem constitucional e a normalidade democrática.
Aos três Poderes da República cabe relacionarem-se entre si, de maneira independente, porém harmônica e cooperativa, não se admitindo que dissensões menores ou interesses  particulares – de indivíduos ou de grupos – possam comprometer o exercício das atribuições constitucionais que a cada um deles compete exercer.
Submetidos que são tais Poderes ao primordial princípio democrático pelo qual “todo poder emana do povo e em seu favor deve ser exercido”, cumpre-nos lembrar que as decisões deles emanadas somente se legitimam se estiverem adequadas a esse princípio maior.
A inquestionável crise por que passam, no Brasil, as instituições da Democracia Representativa, especialmente o processo eleitoral, decorrente este de persistentes vícios e distorções, tem produzido efeitos gravemente danosos ao próprio sistema representativo, à legitimidade dos pleitos e à credibilidade dos mandatários eleitos para exercer a soberania popular.
Urge, portanto, para restaurar o prestígio de tais instituições, que se proceda, entre outras inadiáveis mudanças, à proibição de financiamento empresarial nos certames eleitorais, causa  dos principais e reincidentes escândalos que têm abalado a Nação, afastando-se, assim, a censurável influência do poder econômico do resultado das eleições, o que constitui uma prática inconstitucional, conforme os votos já proferidos pela maioria dos Excelentíssimos Senhores Ministros integrantes do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4650),  ora em andamento naquela egrégia Corte.
Em vista do exposto, as entidades abaixo firmadas entendem inadiável a aprovação nas Casas do Congresso Nacional de uma Reforma Política Democrática que estabeleça normas e procedimentos capazes de assegurar, de forma efetiva e sem influências indevidas, a liberdade das decisões do eleitor.
Com este Manifesto, a CNBB e a OAB, unidas a inumeráveis organizações e movimentos sociais integrantes da sociedade civil, conclamam o povo brasileiro a acompanhar ativamente a tramitação, no Congresso Nacional, das proposições que tratam da Reforma Política e a manter-se vigilante e atento aos acontecimentos políticos atuais para que não ocorra nenhum retrocesso em nossa Democracia, tão arduamente conquistada.
Para tanto, é necessário que todos os cidadãos colaborem no esforço comum de enfrentar os desafios, que só pode obter resultados válidos se forem respeitados os cânones constitucionais, sem que a Nação corra o risco de interromper a normalidade da vida democrática.
Por fim, reivindicam as entidades subscritoras que, cada vez mais, seja admitida e estimulada a participação popular nas decisões que dizem respeito à construção do futuro da Pátria, obra comum que não pode dispensar a cooperação de cada cidadão, de cada organização, dando-se, assim, plena eficácia ao conteúdo do artigo 14 da Constituição da República.
 
Marcus Vinicius Furtado Coêlho        Dom Raymundo Damasceno Assis
                   Presidente Nacional da OAB                        Presidente da CNBB
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Dorothy Stang -10 anos de seu Falecimento

 
 
O Comitê Doroty Stang realiza agora ato inter-religioso em memória dos 10 anos do martírio da missionária Dorothy Stang, brutalmente assassinada em 12 de Fevereiro de 2005. O ato acontece em Belém, na Praça Mártires de Abril, em São Braz.
A ministra Ideli Salvatti encaminhou nota que será lida durante a celebração. Confira:
Queridos amigos e amigas,
Mais uma vez somos convidados à reflexão. Dez anos sem Dorothy Stang são dez anos sem uma mulher valorosa, que durante muitos anos esteve ao lado dos povos da floresta. Acordando e almoçando com eles, mesmo nos momentos mais difíceis. Uma mulher desprendida, que saiu de seu país de origem para emprestar sua solidariedade a nós, brasileiros. Por isso, em nome da presidenta Dilma Rousseff, quero agradecer a todos os familiares e amigos de Dorothy.
E mais.
Em sua vida missionária, Dorothy fez muito pelos mais pobres. Uma de suas obras, que será lembrada para sempre, é a escola de formação de professores de Anapu. O conhecimento sempre foi um poderoso alicerce para a libertação de um povo, e esta foi mais uma das razões para a perseguição que sofreu.
Mesmo diante das ameaças mais graves, ela se mantinha firme: “Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar”.
Mas a luta de Dorothy não foi em vão. Sua firme postura diante dos agressores deu grande visibilidade às causas que defendia. O mundo inteiro soube quem era Dorothy, quem eram as pessoas que ela defendia e quem são os criminosos que operam na região.
O trabalho da missionária gerou frutos. Hoje, as irmãs Jane e Kátia, também americanas, continuam a luta de Dorothy Stang. Chegaremos ao final dessa batalha apenas quando a justiça for feita: quando os povos da floresta forem respeitados e quando todos os envolvidos na morte de Dorothy forem punidos pelas autoridades competentes.
Hoje, aqui na Praça dos Mártires, vocês são também um pouco Dorothy Stang. Rezo para que possamos manter acesa a chama da justiça, da liberdade e da solidariedade, como Dorothy nos ensinou.
                      Ministra Ideli Salvatti, ministra dos Direitos Humanos